Resumo sobre Transformadores
O campo magnético pode induzir uma tensão noutro indutor, se este for enrolado sobre uma mesma forma ou núcleo.
Transformadores
O campo magnético pode induzir uma tensão noutro indutor, se este for
enrolado sobre uma mesma forma ou núcleo.
Pela Lei de Faraday, a tensão induzida será proporcional à velocidade
de variação do fluxo, e ao número de espiras deste indutor.
E2 = N2 df/dt
Aplicando aos dois enrolamentos, a lei permite deduzir a relação básica
do transformador.
E1/E2 = N1/N2
A relação de correntes é oposta à de tensões.
I1/I2 = N2/N1
O índice um se refere ao indutor ao qual se aplica tensão, o
primário, e dois, àquele que sofre indução, o
secundário.
O transformador é um conversor de energia elétrica, de alta
eficiência (podendo ultrapassar 99%), que altera tensões e correntes, e
isola circuitos.
Perdas
Além das perdas no cobre dos enrolamentos (devidas à resistência), os
transformadores e bobinas apresentam perdas magnéticas no núcleo.
Histerese: Os materiais ferromagnéticos são passíveis de
magnetização, através do realinhamento dos domínios, o que ocorre ao se
aplicar um campo (como o gerado por um indutor ou o primário do
transformador). Este processo consome energia, e ao se aplicar um campo
variável, o material tenta acompanhar este, sofrendo sucessivas
imantações num sentido e noutro, se aquecendo. Ao se interromper o
campo, o material geralmente mantém uma magnetização, chamada campo
remanente.
Perdas por correntes parasitas ou de Foucault: São devidas à
condutividade do núcleo, que forma, no caminho fechado do núcleo, uma
espira em curto, que consome energia do campo. Para minimizá-las,
usam-se materiais de baixa condutividade, como a ferrite e chapas de
aço-silício, isoladas uma das outras por verniz. Em vários casos, onde
não se requer grandes indutâncias, o núcleo contém um
entreferro, uma separação ou abertura no caminho do núcleo, que
elimina esta perda.
Tipos de transformadores
Transformador de alimentação: É usado em fontes, convertendo a
tensão da rede na necessária aos circuitos eletrônicos. Seu núcleo é
feito com chapas de açosilício, que tem baixas perdas, em baixas
frequências, por isto é muito eficiente. Às vezes possuem blindagens,
invólucros metálicos.
Transformador de áudio: Usado em aparelhos de som a válvula e
certas configurações a transistor, no acoplamento entre etapas
amplificadoras e saída ao auto-falante. Geralmente é semelhante ao t.
de alimentação em forma e no núcleo de aço-silício, embora também se
use a ferrite. Sua resposta de frequência dentro da faixa de
áudio, 20 a 20000 Hz, não é perfeitamente plana, mesmo usando materiais
de alta qualidade no núcleo, o que limita seu uso.
Transformador de distribuição: Encontrado nos postes e entradas
de força em alta tensão (industriais), são de alta potência e
projetados para ter alta eficiência (da ordem de 99%), de modo a
minimizar o desperdício de enegia e o calor gerado. Possue refrigeração
a óleo, que circula pelo núcleo dentro de uma carapaça metálica com
grande área de contato com o ar exterior. Seu núcleo também é com
chapas de aço-silício, e pode ser monofásico ou trifásico (três pares
de enrolamentos).
Transformadores de potencial: Encontra-se nas cabines de entrada
de energia, fornecendo a tensão secundária de 220V, em geral, para
alimentar os dispositivos de controle da cabine - relés de mínima e
máxima tensão (que desarmam o disjuntor fora destes limites),
iluminação e medição. A tensão de primário é alta, 13.8Kv ou maior. O
núcleo é de chapas de aço-sílicio, envolvido por blindagem metálica,
com terminais de alta tensão afastados por cones salientes, adaptados a
ligação às cabines. Podem ser mono ou trifásicos.
Transformador de corrente: Usado na medição de corrente, em
cabines e painéis de controle de máquinas e motores. Consiste num anél
circular ou quadrado, com núcleo de chapas de aço-sílicio e enrolamento
com poucas espiras, que se instala passando o cabo dentro do furo, este
atua como o primário. A corrente é medida por um amperímetro ligado ao
secundário (terminais do TC). É especificado pela relação de
transformação de corrente, com a do medidor sendo padronizada em 5A,
variando apenas a escala de leitura e o número de espiras do TC.
Transformador de RF: Empregam-se em circuitos de
rádio-frequência (RF, acima de 30kHz), no acoplamento entre etapas dos
circuitos de rádio e TV. Sua potência em geral é baixa, e os
enrolamentos têm poucas espiras. O núcleo é de ferrite, material
sintético composto de óxidos de ferro, níquel, zinco, cobalto e
magnésio em pó, aglutinados por um plastificante. Esta se caracteriza
por ter alta permeabilidade, que se mantém em altas frequências (o que
não acontece com chapas de aço-sílicio). Costumam ter blindagem de
alumínio, para dispersar interferências, inclusive de outras partes do
circuito.
Transformadores de pulso: São usados no acoplamento, isolando o
circuito de controle, de baixa tensão e potência, dos tiristores,
chaves semicondutoras, além de isolarem um tiristor de outro (vários
secundários). Têm núcleo de ferrite e invólucro plástico, em
geral.
Autotransformadores
Se aplicarmos uma tensão a uma parte de um enrolamento (uma derivação),
o campo induzirá uma tensão maior nos extremos do enrolamento. Este é o
princípio do autotransformador.
Uma característica importante dele é o menor tamanho, para certa
potência, que um transformador. Isto não se deve apenas ao uso de uma
só bobina, mas ao fato da corrente de saída ser parte fornecida pelo
lado alimentada, parte induzida pelo campo, o que reduz este,
permitindo um núcleo menor, mais leve e mais barato. A desvantagem é
não ter isolação entre entrada e saída, limitando as aplicações.
São muito usados em chaves de partida compensadoras, para
motores (circuitos que alimentam motores com tensão reduzida fornecida
pelo autotransformador, por alguns segundos, reduzindo o pico de
corrente durante a aceleração) e em estabilizadores de tensão
(autotransformador com várias derivações - taps - , acima e abaixo do
ponto de entrada, o circuito de controle seleciona uma delas como
saída, elevando ou reduzindo a tensão, conforme a entrada).
Origem: http://www.li.facens.br/eletronica
Autor: Não foram encontradas referências a respeito do
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